13 abril 2010

Alfa e Omega

Amado Senhor eu me entrego
Bondoso Rei do meu viver
Consolo para minha alma
Direção para todo o meu ser

Eterno é seu Amor
Fiel e cheio de Compaixão
Grandiosos são Seus Milagres
Hospitaleiro seu coração

Imenso é o seu Poder
Justo seu proceder
Longanimidade e Misericórdia
mostram seu jeito de ser

Notáveis são todos os Seus feitos
Onipresente em Poder e Saber
Pai, Primogênito e Paráclito
Quaresma que me ensina a viver

Resposta pra todo o que busca
Sustento daquele que crê
Trindade Santa e Divina
Unidade que ensina a viver

Vitória da cruz que é loucura
xinga-a quem não quer compreender
zombam do ato que um dia
unido à Eucaristia
Salvou a mim e a você

O medo e o Mar

Medo, maltratas meus momentos
mascaras, minhas memórias
manchas meus monumentos

Muitos morreram miseráveis
Morreram marcados, maculados
Máculas que marcam meus sonhos
Mágoas que alimentam meus medos
Medos que matam minha alma

Mas, misericórdia mostra meu Mestre
Misericórdia, que  é meio maravilhoso, para mudar
Mudar meu modos de mostra-me ao mundo
Mudar meus modos de o mundo mirar

Mudei minha mente
meu modo de meditar
Medito sobre a misericórdia
que mergulhou meu medo em seu mar
Medito sobre a misericórdia
Que achou por bem me amar
Medito sobre a Misericórdia
que veio me libertar

Medo morreu com a mentira
Verdade tomou seu lugar.

Maria Mulher Eucarística

Ó Maria, Mãe da unidade,
Teu Filho amado, o Unigênito do Pai, veio ao nosso encontro.
Sua presença salvadora livra-nos do mal da divisão.
Ele é motivo de tua alegria, ó Mãe, e a alegria da Igreja!
Agradecidos, cantamos contigo:
"O Senhor olhou para a humilhação de sua serva".

Mulher eucarística,
Olhamos para Jesus Eucarístico e somos atraídos pela verdade.
Recebemos Jesus Eucarístico e somos confirmados no bem.
Por amor, esquecemos-nos de nós mesmos, e cresce a comunhão!
Reconciliados, cantamos contigo:
"O Senhor fez em mim maravilhas!"

Santa Maria, Mãe de Deus, Mãe da Igreja e da humanidade,
Roga a Jesus, que em nós se realize a plenitude do seu dom.
A unidade que ele nos trouxe recomponha nossos caminhos.
Seu Espírito de vida nos impulsione à missão,
para o bem dos irmãos e para a glória de Deus,
Pai e Filho e Espírito Santo, Deus Uno. Amém!
(Texto-Base do XVI Congresso Eucarístico Nacional)

Emaús

Lendo o Texto-base do XVI Congresso Eucarístico Nacional, encontrei no capítulo III um trecho falando sobre os discípulos de Emaús e uma coisa me chamou atenção.
Nem sei se esta percepção que tive está teologicamente correta, mas foi a lição que tirei desta vez que lí tal passagem.
Tentado me colocar no lugar daqueles dois fiquei imaginando o quanto estavam eles desiludidos. Homens que sempre tinham visto Deus libertá-los dos opressores, pensavam que era Jesus quem os libertaria dos romanos, mas não conseguiam perceber, que ele os tinha libertado de um opressor muito maior. A morte.
No entanto, o que me chamou a atenção foi a atitude daqueles homens. Eles nem sequer imaginavam que aquele homem que caminhava com eles era o mesmo Jesus que esteve com eles tanto tempo, mas mesmo assim, o convidaram a ficar em casa com eles.
Quantos homens na história da salvação não acolheram santos, santas e anjos em suas casas mesmo sem imaginar que recebiam um mensageiro de Deus em suas casas.
E quantas vezes também nós cristãos não deixamos de acolher anjos em nossas casas para trabalhar, estudar ou até mesmo para irmos à missa. Mas o que me chamou mesmo a atenção e que mesmo sem perceberem que aquele homem era Jesus, eles o chamaram para que ele passasse a noite com eles e esta atitude fez com que eles reconhecessem a Jesus quando este em suas casas repartiu o pão.
Isso me leva a pensar também o quanto os corações desses homens já havia sido transformado por Jesus. Penso assim, pois, geralmente, nos momento de decepção não conseguimos ver nada além de nós mesmos, e este convite mostra que seus corações, embora tristes, estavam já em processo de transformação pelas palavras e pelo amor de Jesus.
Espero algum dia ter um coração tão transformado como o desses discípulos e saber mesmo nos momentos mais difíceis e decepcionantes da vida acolher a Deus na figura do irmão, como ele mesmo disse:
-Toda vez que o fizestes a um destes meus pequeninos, foi a mim que o fizestes (Mt. 35,40)


Sabedoria

A Paz de Cristo a todos.

Hoje gostaria de falar sobre um tema que acho bastante difícil e até mesmo controverso muitas vezes.

Sabedoria

Nos dias de hoje é muito difícil saber o que é sabedoria. Creio que nisso, os antigos tinham mais propriedade e conhecimento ao falar.
Hoje tudo é tão relativo e sujeito à interpretação de cada um, que a sabedoria perdeu grande parte de seu lugar. Confiamos à instituições externas à família (escola, trabalho, mundo, internet, livros etc), uma responsabilidade que é, sempre foi e no meu modo de ver sempre será.
Somos levados a acreditar que, porque nossos filhos freqüentam as "melhores escolas" (ou pelo menos as mais caras), eles serão pessoas melhores, cremos que por termos os melhores empregos ou salários, somos mais abençoados do que outros que por algum motivo, neste momento não o têm (ou talvez nunca venham a ter), lutamos como loucos para sermos reconhecidos como os melhores e cada crítica pesa mais do que um caminhão de pedras.
E neste nosso afã de sermos os melhores, estudamos como loucos, publicamos livros, doutrinamos, brigamos, julgamos, nos tornamos os "melhores" e quando chegamos em nossas casas, felizes e satisfeitos por mais um dia de vitória... não temos nada. Choramos escondidos as dores de uma criança que não cresceu. Que levou a vida aprendendo tudo, se tornando melhor e mais preparado para o que chamamos "selva de pedras", mas não crescemos. Não temos paz, não sabemos perdoar nem pedir perdão, não damos valor ao que realmente merece valor e atenção.
Acho engraçado e muitas vezes até constrangedor, como um "cabra matuto" (com sua enxada na mão e com o corpo surrado por uma vida na roça, muitas vezes colhendo um tanto que nem é suficiente para comer, ou o que é ainda pior, insuficiente para dar de comer a seus filhos), tem uma sabedoria, um conhecimento de vida, um discernimento e uma paz que todos os nossos anos de estudo não foram capazes de trazer.
Nestas horas lembro do que meu pai sempre me disse:

-Conhecimento e sabedoria se completam, mas não se confundem.

Aí fico pensando, será verdade que a ignorância é a chave para a felicidade?

Creio que não.

Estas pessoas são felizes mesmo não sendo em nada ignorantes.
Podem até desconhecer (e quase sempre desconhecem) as coisas que os letrados tomam como sabedoria, mas conhecem coisas que quase nenhum letrado conheceu, ou se conheceu, esqueceu ao longo do caminho de honras, de glórias e de reconhecimento.
Uma coisa que estas pessoas conhecem bem, pelo menos em sua maioria, é a honra e a gratidão.

Se perguntarmos a uma destas pessoas, se não seria melhor, por exemplo, deixar seus pais em um asilo, provavelmente levaríamos duas surras. Uma física, devido à indignação gerada pela pergunta, outra, uma surra bem pior, uma surra moral, onde veríamos a gratidão destas pessoas por tudo o que seus pais lhe fizeram. Coisas simples como dar a vida, passar fome para que eles comessem (ainda que pouco), ensinar-lhes o sentido real da vida, abraçá-los em uma noite de frio (porque esta era a unica coberta que tinham), entre muitas outras coisas.

Agora eu penso: E se perguntassem isso para nós? Honestamente, qual seria a nossa resposta? E a nossa atitude? Seria igual a nossa resposta?

Pensando nestas coisas eu me pergunto. Se para nossos avós isso seria uma coisa inconcebível, como veio ocorrer, que para nós, isso tenha se tornado algo tão comum e o pior, nos pareça certo?

Porque a idéia de "se não produz mais, também não serve pra mais nada" está tão enraizada em nossos corações?

Será que tudo o que anos de estudos, de provas, de vitórias, de honras, de realizações e de conquistas nos arrancaram o entendimento do sentido da vida e nos fez vermos um ao outro somente como números?

Somos uma sociedade tão consumismo, que permitimos a morte, ou até a incentivamos e promovemos, simplesmente porque alguém já não produz mais ou porque jamais poderá produzir (como no caso de abortos de crianças que se descobre que serão especiais)?

O mais difícil de acreditar é como cada vez mais, nós, os cristãos estamos sendo favoráveis a estas coisas.

A vida não é mais o dom mais precioso que temos. Hoje, temos substituído-a por diversas outras coisas muito menores, como o dinheiro, a fama, o sucesso, o orgulho, o ter, o poder, a novela, o show, o teatro, o trabalho, a liberdade, uma balada, os estudos, a opinião dos outros, a necessidade de sermos aceitos, o medo, armamentos, a tecnologia, o lucro extremo (mesmo que custe a vida de todos ao nosso redor), etc, etc, etc...

Temos colocado tanta coisa como mais importante que a vida, que não é mesmo de se estranhar que um mundo cada vez mais rico, mais alfabetizado, mais tecnológico, seja também um mundo cada vez mais violento, mais homicida, mais individualista e mais longe de Deus e conseqüentemente da Paz e da Felicidade.

O mais decepcionante na verdade, é ver que mesmo ouvindo e presenciando tantas vezes estas cenas de desprezo pela vida, não somos capazes de mudar nosso comportamento e cada vez mais achamos que tudo isso é normal e que só o nosso prazer é capaz de balizar o que é certo e errado.

Então me digam, o que vocês acham? Estamos nos tornando realmente um povo mais sábio ou simplesmente nos enganando e dando desculpas para as nossas involuções, que não convencem nem a nós mesmos?

A Paz a todos e que Deus abençoe nossa semana e nossos passos.