09 setembro 2010

O que move o mundo

A Paz de Cristo meu amigos!



Um texto que li em um blog de um amigo me chamou atenção, principalmente pelo título.

Sei que este é um blog cristão e que o mesmo se propõe a falar de lições aprendidas, mas o Cristão precisa ter um papel de transformação da sociedade e principalmente, precisa obter lições que o levem a Deus mesmo das coisas mais simples e triviais do dia-a-dia.

O título do texto deste blog era "São as perguntas que movem o mundo" (http://mostrandoaoventocomosevoa.blogspot.com/2010/06/sao-as-perguntas-que-movem-o-mundo.html) e esta é uma grande verdade. O que possibilitou os grandes inventos e as grandes descobertas sempre foram as perguntas, sempre foi o comportamento de busca e o reconhecimento de que não somos "donos da verdade", no entanto, é engraçado, pra não dizer deprimente, ver no que temos nos tornado. Continuamos buscando respostas, mas, não estamos mais dispostos a fazer as perguntas que devem ser respondidas. E talvés a culpa disso seja nossa mesmo, justamente daqueles que necessitam das perguntas que devem mover o mundo.

Sei que parece estranho o que estou dizendo e mesmo deve parecer sem sentido onde quero chegar com isso, mas a nossa sociedade não dá valor a quem faz a perguntas que movem o mundo e sim a quem as responde. Com isso, cada vez mais incentivamos as pessoas a responder as perguntas, mesmo que não saibam se aquela é a resposta certa. E porque? Somente para serem vistas como as pessoas que responderam a uma perguntar, ou seja, simplesmente para serem lembradas.

Você deve estar pensando que esta é uma discussão filosófica a respeito de quem deveria receber o mérito ou os louros das soluções encontradas pela humanidade, se o perguntador ou o respondedor, mas na verdade não foi essa a lição aprendida e é neste ponto que quero fazer uma guinada para poder chegar à lição aprendida ao ver este título e que foi o motivo deste texto que estou postando.

O que me chamou a atenção de verdade é que, não costumamos ter atitudes em prol da humanidade, ou em prol do bem comum.

Quando respondemos uma pergunta a fazemos para sermos conhecidos e mais do que isso, reconhecidos, de forma que tenhamos também, algum retorno, se possível financeiro para este reconhecimento.

Aí muitos de nós vamos dizer (eu também pensei assim), então eu sou sim alguém preocupado com o bem comum, porque estou sempre a perguntar uma série de coisas que quando respondidas representarão um grande avanço para todos. Que bom que conseguimos ser assim, mas...

Realmente fazemos estas perguntas com o ímpeto de permitir que a humanidade cresça, ou seja, já que eu não sou capaz de responder a isto, vou esperar que outros respondam e assim o crescimento se mantenha, ou fazemos as perguntas somente porque são difíceis, ou ao nosso ver impossíveis de serem respondidas e sendo assim, estamos mais uma vez fazendo-as somente para sermos reconhecidos?

Gostaria que você percebesse que a pergunta aqui não se trata de fazermos questionamentos que nós mesmos responderíamos, porque se for assim, mais vale que nós mesmos os respondamos, mas o que estou levantando aqui é... Será que nossos questionamentos - quando existem - são feitos com o intuito de buscar ajuda e assim elevar a humanidade ou questionamos simplesmente porque acreditamos que com isso iremos também conseguir um status?

Muitas vezes vejo estes problemas de fazer as coisas em busca de reconhecimento, mesmo dentro de lugares onde primordialmente deveria haver a colaboração e a colaboração em busca de um ideal maior.

As comunidades cristãs são alguns destes lugares? Sim com certeza, mas não são somente elas.

Nossas famílias, nossos locais de trabalho, nossas salas de aula, nossas rodas de amigos, entre tantos outros locais, são focos para estes problemas. Ambientes que são essencialmente colaborativos, se tornaram ambientes competitivos, onde eu só ajudo alguém se for receber algo em troca disto.

Não sou avesso ao reconhecimento nem acredito em um ambiente onde um não reconhece o trabalho do outro. No entanto, como podemos colaborar com a coletividade se estamos focados unicamente em nossos próprios egos?

Como enxergar a totalidade do mundo, se achamos que o mundo é a visão que temos da nossa pequena janela?

As eleições estão chegando e uma última pergunta que fica no ar para todos nós:

Votaremos pensando no bem de todos ou pensando no que nos interessa? Vou votar pensando no bem de todos ou em alguma promessa que foi feita a mim ou a minha família em troca do meu voto?


Tenhamos todos um ótimo resto de semana e um ótimo fim de semana


Que Deus nos abençoe e nos ensine a sua vontade.


Quanto mais penso e estudo mais aprendo.

Quanto mais aprendo mais vejo que menos sei.


A Paz de Cristo a todos e um grande abraço.