Esta semana relembrei uma das mais belas lições que aprendi na minha vida.
Confiar tudo à Deus.
É engraçado pensar assim, mas quando saí da minha cidade natal para seguir viagem para outra cidade em busca de trabalho, minha mãe estava doente e eu tinha a esperança de conseguir minimizar suas preocupações vindo pra cá e também conseguir ajudar nos tratamentos dela. E isso graças a Deus realmente aconteceu e hoje pra glória de Deus ela está muito bem (as vezes eu penso que tem até mais saúde do que eu que em vista dela ainda sou moleque), mas não foi nada fácil deixar meus pais em uma outra cidade e partir em busca de um novo lugar, uma nova terra, um novo sonho.
Fiquei pensando na angústia que deve ter sentido Abraão ao sair de sua terra e seguir somente o que Deus lhe pedia para fazer e de certa forma me senti como se também Deus me pedisse um dom muito precioso, pois naquele momento, por muitas vezes tive medo de atender o telefone e receber a noticia de um agravamento no quadro de saúde de minha mãe ou até coisa pior. Mas da mesma forma como aconteceu com Abraão, Deus também não me tirou aquilo que tinha de precioso, que era a vida de minha mãe e ainda me deu outro dom precioso, aquela que hoje é minha noiva.
Agora podem perguntar porque teria eu me lembrado disso justamente nesta semana. Pois bem, nesta semana uma pessoa muito importante e especial na minha vida também me deu um sustinho (que graças a Deus já está passando), mas quando tudo se acalmou e a poeira abaixou, foi o dia do jejum comunitário que faço em comunhão com alguns irmãos e fiquei refletindo como somos frágeis. E não estou dizendo das pessoas que estão doentes, mas sim daqueles que tentam de todas as formas salvar estas vidas. Pais, mães, esposos, esposas, amigos, irmãos, desconhecidos, todos aflitos para resolver um problema sobre o qual não temos nenhum poder. Um problema sobre o qual nosso único controle, é entregar nas mãos de quem sabe como resolver. Muitas vezes um médico, outras, somente Deus.
E então, vinha a minha cabeça sempre:
Como alguém (como eu e como tantos outros) que só se sente seguro tendo total controle do que está acontecendo para poder decidir pelo que considera melhor, pode se sentir seguro numa situação como essa?
E incrivelmente a resposta, como sempre, se apresentou na forma mais simples, mais singela e por isso mesmo mais sábia e desafiadora de todas.
Confiar.
Assim como uma criança que está aprendendo a andar confia em seu pai, que lhe chama para perto de si. E vai.
Assim como Abraão fez ao sair de sua terra e foi ao encontro daquele Deus que resolvera falar com ele em meio àquele povo. E foi.
Assim como Maria que viu todos os seus planos serem mudados pelo anjo de Deus em poucos minutos. E aceitou.
Assim como tantos outros que durante a história da salvação tiveram suas vidas tocadas por Deus e simplesmente
Confiaram.
Ainda tenho que aprender muitas vezes esta lição, mas sei que Deus é paciente e vai continuar me ensinando. Acredito que entre outros motivos, por isso me trouxe para cá. Para me ensinar a confiar.
Obrigado por tudo Senhor.
20 março 2010
Meu Herói
Oi amigos, tudo bem?
A Paz de Jesus!
Esta semana foi bastante corrida, por isso o blog ficou parado, mas foi uma semana de muito aprendizado também.
Uma coisa bastante interessante que aconteceu esta semana foi uma conversa com alguns amigos sobre heróis, ou melhor dizendo, como todos procuram um herói pra se espelhar. Super-homem, mulher maravilha, homem aranha, chapolin (sim, chapolin também é um herói), x-man, batman, entre tantos outros. E o mais engraçado é que sempre escolhemos para serem nossos heróis aqueles que mais se parecem com aquilo que gostaríamos de ser e também é claro, aquele que se dá melhor.
Mas será que já paramos para pensar o quanto isso é ruim para nossa convivência com as pessoas que estão ao nosso lado, nos amam de verdade, no entanto, não são tão perfeitas como os heróis das HQs e dos filmes que vemos no cinema ou na TV?
Geralmente temos modelos de perfeição que aplicamos a nós e aos outros e vamos cada vez mais, nos tornando infelizes, porque nem conseguimos nos enquadrar naqueles modelos de perfeição, nem encontramos ninguém que se enquadre também.
Quantas e quantas vezes alimentamos nossos sonhos e nossas ilusões com pessoas perfeitas e nos afastamos assim de quem nos ama de verdade, simplesmente porque não conseguem ser tão perfeitos quanto nós gostaríamos que fossem. E assim vamos acabando com relacionamentos que poderiam ser maravilhosos e enriquecedores, simplesmente porque alguém não se enquadra em nossos padrões.
Filhos que odeiam os pais porque estes não souberam expressar o seu imenso amor da forma como os filhos esperavam. Pais que não suportam mais os filhos, que em sua ânsia de serem felizes e independentes, não souberam ser para os pais tudo aquilo que os pais esperavam. Casamentos que terminam, porque ou o esposo ou a esposa já não são mais tão belos nem tão atraentes como a 20 anos atrás (acho que foi por isso que surgiu a piada de trocar uma de 40 por duas de 20). Amigos que deixam de ser amigos porque um ou outro tomou alguma atitude que não lhe agradou ou fez algo que jamais esperava que fizesse. E tantas outras situações que consumiriam um livro só pra serem elencadas.
E assim vamos almejando encontrar em nossas vidas uma princesa, ou no caso da meninas um príncipe encantado, ou um(a) super herói(na) e esquecemos que o verdadeiro herói do cristão é Jesus Cristo e esquecemos também, que este mesmo Jesus não venceu todo o mal com pulso de ferro e um lindo beijo de amor ao fim do filme. Não! Ele venceu o mal dando sua vida, sofrendo, sangrando, sendo humilhado, perdendo as feições humanas como disse Isaías em seu livro no capítulo 53, e sendo condenado a morte, da forma mais humilhante de todas para a sua época. Mas assim, morto pela mão dos homens, salvou os homens e lhes deu a possibilidade de alcançar a vida eterna. Este seria o exemplo ideal de herói que deveríamos seguir. Um herói que vence todo o mal ao preço de sua própria vida, mas que durante os seus dias na terra, andou com os pobres, os excluídos, as prostitutas os assassinos, os pecadores, porque "em tudo era como eles, menos em crime e pecado".
Peço que Deus me dê o discernimento de saber aceitar meu irmão como ele é e buscar viver como Cristo fez. Para isso, uma frase que ouvi uma vez em uma pregação do, então Pe. Jonas Abib, hoje monsenhor, que dizia que a forma mais bela de amar, não é amar da melhor forma que podemos, mas é amar como o outro precisa ser amado.
A paz de Cristo a todos e bom fim de quaresma.
Que a páscoa venha trazer às nossas almas, ressurreição e vida.
A Paz de Jesus!
Esta semana foi bastante corrida, por isso o blog ficou parado, mas foi uma semana de muito aprendizado também.
Uma coisa bastante interessante que aconteceu esta semana foi uma conversa com alguns amigos sobre heróis, ou melhor dizendo, como todos procuram um herói pra se espelhar. Super-homem, mulher maravilha, homem aranha, chapolin (sim, chapolin também é um herói), x-man, batman, entre tantos outros. E o mais engraçado é que sempre escolhemos para serem nossos heróis aqueles que mais se parecem com aquilo que gostaríamos de ser e também é claro, aquele que se dá melhor.
Mas será que já paramos para pensar o quanto isso é ruim para nossa convivência com as pessoas que estão ao nosso lado, nos amam de verdade, no entanto, não são tão perfeitas como os heróis das HQs e dos filmes que vemos no cinema ou na TV?
Geralmente temos modelos de perfeição que aplicamos a nós e aos outros e vamos cada vez mais, nos tornando infelizes, porque nem conseguimos nos enquadrar naqueles modelos de perfeição, nem encontramos ninguém que se enquadre também.
Quantas e quantas vezes alimentamos nossos sonhos e nossas ilusões com pessoas perfeitas e nos afastamos assim de quem nos ama de verdade, simplesmente porque não conseguem ser tão perfeitos quanto nós gostaríamos que fossem. E assim vamos acabando com relacionamentos que poderiam ser maravilhosos e enriquecedores, simplesmente porque alguém não se enquadra em nossos padrões.
Filhos que odeiam os pais porque estes não souberam expressar o seu imenso amor da forma como os filhos esperavam. Pais que não suportam mais os filhos, que em sua ânsia de serem felizes e independentes, não souberam ser para os pais tudo aquilo que os pais esperavam. Casamentos que terminam, porque ou o esposo ou a esposa já não são mais tão belos nem tão atraentes como a 20 anos atrás (acho que foi por isso que surgiu a piada de trocar uma de 40 por duas de 20). Amigos que deixam de ser amigos porque um ou outro tomou alguma atitude que não lhe agradou ou fez algo que jamais esperava que fizesse. E tantas outras situações que consumiriam um livro só pra serem elencadas.
E assim vamos almejando encontrar em nossas vidas uma princesa, ou no caso da meninas um príncipe encantado, ou um(a) super herói(na) e esquecemos que o verdadeiro herói do cristão é Jesus Cristo e esquecemos também, que este mesmo Jesus não venceu todo o mal com pulso de ferro e um lindo beijo de amor ao fim do filme. Não! Ele venceu o mal dando sua vida, sofrendo, sangrando, sendo humilhado, perdendo as feições humanas como disse Isaías em seu livro no capítulo 53, e sendo condenado a morte, da forma mais humilhante de todas para a sua época. Mas assim, morto pela mão dos homens, salvou os homens e lhes deu a possibilidade de alcançar a vida eterna. Este seria o exemplo ideal de herói que deveríamos seguir. Um herói que vence todo o mal ao preço de sua própria vida, mas que durante os seus dias na terra, andou com os pobres, os excluídos, as prostitutas os assassinos, os pecadores, porque "em tudo era como eles, menos em crime e pecado".
Peço que Deus me dê o discernimento de saber aceitar meu irmão como ele é e buscar viver como Cristo fez. Para isso, uma frase que ouvi uma vez em uma pregação do, então Pe. Jonas Abib, hoje monsenhor, que dizia que a forma mais bela de amar, não é amar da melhor forma que podemos, mas é amar como o outro precisa ser amado.
A paz de Cristo a todos e bom fim de quaresma.
Que a páscoa venha trazer às nossas almas, ressurreição e vida.
Marcadores:
aceitação,
até quanto,
convivência,
herói,
Jonas Abib,
perdão,
relacionamento
Assinar:
Comentários (Atom)