Confesso que as vezes fico me perguntando o que uma exortação é capaz de causar e neste assunto não estou nem sequer falando de exortação cristã. Uma exortação pode criar diversos sentimentos e diversos frutos dentro de cada um de nós, como por exemplo a incerteza ou a insegurança. Em outros casos, pode ser o estopim de uma revolta geralmente infundada, ou mesmo causar a reação esperada, um aprendizado.
Creio, ou pelo menos espero, que colocar a geração de um aprendizado em último lugar, tenha causado estranheza em quem está lendo este texto, mas... será que esta estranheza tem razão de existir?
O que eu quero dizer é, será que quando recebemos uma exortação, ou pra usar o termo que geralmente usamos, quando recebemos uma bronca, nos colocamos na posição de quem está aprendendo?
Se não temos a facilidade de nos colocarmos como aprendizes pois isto fere o nosso ego, será que ao menos conseguimos confrontar a exortação com a nossa visão de realidade e simplesmente verificar se faz sentido ou não o que nos foi colocado?
Vivemos hoje num mundo onde isso é cada vez mais difícil de acontecer. Sob a desculpa de sermos os fortes, que mandam, fazem e podem, nos tornamos na verdade fracos porque não somos capazes de ouvir algo contrário àquilo que pensamos e simplesmente analisarmos se está certo ou errado.
O mundo hoje tem uma visão tão individualista, que as pessoas ao invés de discutirem um assunto em busca de uma solução, matam o seu oponente porque este representava uma pedra em seu caminho; atualmente ao ouvirmos uma opinião diferente da nossa, simplesmente por ser diferente, ou por não termos nós pensado antes daquela forma, desprezamos a mesma e simplesmente a ignoramos.
Este texto surgiu de uma missa na qual participei a alguns finais de semana atrás, onde o sacerdote ao iniciar a liturgia da palavra, pediu que os fieis se mantivessem atentos para que nada se perdesse daquilo que fosse proclamado. No entanto, ao invés disso produzir o silêncio esperado, produziu um falatório ainda maior, simplesmente porque as pessoas não concordavam com aquela solicitação.
A partir deste ocorrido, estive pensando no quanto somos assim. Por mais que estejamos dispostos a crescer e aprender, sempre que alguém nos mostra onde devemos fazê-lo, temos a atitude de nos revoltar e reclamar ao invés de tentar entender e verificar a importância e o motivo pelo qual aquela exortação nos está sendo dada.
Fiz o propósito comigo mesmo de nesta semana buscar momentos em que sou exortado e me revolto ao invés de ouvir e buscar aprender e crescer com a exortação e admito que estou me assustando com o tanto de vezes que isto ocorre...
Fica aqui a proposta de um propósito para nossas vidas...ou para nossa próxima semana...
Como eu reajo as exortações que recebo? Será que em mim elas estão provocando o seu objetivo principal, ou seja, causando um aprendizado? Ou será que sou mais um a dar motivos para o inicio deste texto, colocar esta, como a última das coisas que uma exortação nos traz?
Tenhamos todos uma ótima semana e que Deus nos abençoe e nos ensine a viver sua vontade. Sempre.
A Paz de Cristo esteja com todos nós.
27 janeiro 2010
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