Esta semana ouvi algo que me fez parar e pensar na minha vida. Sei que isto tem sido uma tônica pra mim nos últimos tempos, mas graças a Deus por isso. Acho que nos últimos dois anos tenho aprendido mais do que já pensei em aprender em toda a minha vida. Poder ouvir a Deus no silêncio e receber de Deus as bençãos na medida certa para entender de pouco a pouco a sua vontade tem sido maravilhoso.
Mas o que me fez pensar foi uma frase que ouvi na quarta-feira de cinzas durante a missa de início da quaresma. A frase era a seguinte: "se o Brasil hoje é injusto é porque o coração dos brasileiros e dos estrangeiros que aqui estão são injustos" e claro, muitas coisas vieram a minha mente ao ouvir esta frase.
Lembrei-me de tantas vezes que falei mal de políticos ladrões, mas nem por isso devolvi canetas que peguei emprestadas de meus amigos no colégio.
Lembrei-me das vezes que reclamei de corrupção, mas convenci meus amigos a mentirmos a respeito de onde iamos para que nossos pais não nos impedissem de frequentarmos aquela festa que todo adolecente quer estar. Agradeço muito a Deus por sempre mostrar o rosto de decepção dos meus pais quando pensava em consumir alcool. Mas isto é assunto para outra postagem.
Lembrei-me das vezes que disse que quem matava tinha que morrer, me esquecendo que estava eu sendo na verdade a favor da morte e não da vida ao pensar assim.
Lembrei de quando eu falo que odeio mentira, mas peço pra dizerem que não estou, simplesmente porque não quero atender o telefone.
E entre outras tantas coisas parei para pensar...
É verdade... O mundo é injusto porque somos injustos. O mundo é mau porque nosso coração e nossos pensamentos são maus. Estamos doentes e o mundo cada vez mais nos quer assim e vai nos apresentando esta doença como cura e a cura como loucura. E no nosso anseio de sermos livres e de sermos deuses vamos aceitando a mesma maça que fez Eva e Adão sairem da graça de Deus. A maçã que conduz para o egoismo e para a incapacidade de compreender o outro. A maçã que nos prende num mundo onde sempre achamos que o outro é o errado e nunca temos coragem de mudar o nosso modo de pensar ou agir e por que? Simplesmente porque não temos coragem de parar e pensar no que estamos fazendo e no que estamos nos tornando ao agirmos desta forma.
Deixo aqui uma história que sempre ouvi e que sempre me fez pensar, mas que esta semana de forma especial, passou a ter um novo sentido na minha vida. Deixo-a aqui para que seja para nós um motivo para pensar e um ponto de partida para analisarmos nossa vida e nos propormos nesta quaresma a uma verdadeira mudança. Uma conversão não só das nossas máscaras mas principalmmente do nosso coração.
Pode ser que não consiga mudar o mundo inteiro, mas posso mudar minha parte do mundo. Posso começar com meu coração, minha mente, meu espírito, e minha vida. A mudança deve partir de minha vida e terei mudado um mundo inteiro - o meu mundo...
Depois e só depois, minha forma de agir e minha atitude irá provocar a mudança das pessoas ao meu redor, sem que seja necessário impor nada a ninguém. A mudança é capaz de provocar mudança.
Vamos mudar o mundo...
17 fevereiro 2010
Tempo de Kairós
A homilia deste domingo trouxe muitas ótimas lições, como, aceitar a todos como Jesus fez, colocar sempre nossa vida nas mãos de Deus através da oração, ensinou que a verdadeira felicidade é Deus e vem de Deus e não das coisas que o mundo tenta apresentar como essenciais para a felicidade como por exemplo: dinheiro, fama e poder entre outras coisas. Também aprendemos que a felicidade que não vem de Deus pode ser comparada ao carnaval, que por mais belo ou pomposo que seja, sempre termina na quarta-feira de cinzas.
Mas o que eu quero partilhar hoje com vocês é algo que aconteceu comigo neste domingo. Algo que sempre me irritava quando acontecia.
Um amigo que atulamente pouco vejo, cometeu uma gafe que sempre cometia quando eu morava na mesma cidade que ele e conviviamos bastante. Lembrei-me de como aquila situação me incomodava e de como ficava irritado ao ser alvo de sua falta de atenção neste aspécto, mas ao mesmo tempo, devo admitir que esta gafe, já não mais produziu o mesmo sentimento de incomodo vivido tantas vezes antes. Ao contrário, não sei se pelo saudosismo ou pela alegria de rever este amigo que sempre foi um dos caminhos usdados por Deus para me mostrar sua vontade.
A tal distração deste amigo me fez lembrar com carinho de muitos momentos felizes vividos naquela cidade. Momentos vividos ao lado deste amigo e também momentos que nada tinham a ver com ele.
Acredito que entendi o que ouvi uma vez numa pregação do Pe. Fábio de Melo onde o mesmo dizia que o tempo do Kairós é um tempo que embora já tenha acabado permanece vivo e presente dentro de nós e que é vivido novamente a cada vez que o relembramos, simplesmente porque foi tão grande e intenso que não coube dentro do tempo cronológico.
Do fundo do meu coração, espero que já tenham tido experiências deste tipo e se por acaso ainda não tiveram, que venham a ter e sejam tão felizes quanto foi a minha.
Tenham todos uma ótima semana cheia de paz e felicidade e de muito Kairós e que a quaresma nos ensine e nos prepare a viver bem a páscoa.
A Paz de Cristo a todos.
Mas o que eu quero partilhar hoje com vocês é algo que aconteceu comigo neste domingo. Algo que sempre me irritava quando acontecia.
Um amigo que atulamente pouco vejo, cometeu uma gafe que sempre cometia quando eu morava na mesma cidade que ele e conviviamos bastante. Lembrei-me de como aquila situação me incomodava e de como ficava irritado ao ser alvo de sua falta de atenção neste aspécto, mas ao mesmo tempo, devo admitir que esta gafe, já não mais produziu o mesmo sentimento de incomodo vivido tantas vezes antes. Ao contrário, não sei se pelo saudosismo ou pela alegria de rever este amigo que sempre foi um dos caminhos usdados por Deus para me mostrar sua vontade.
A tal distração deste amigo me fez lembrar com carinho de muitos momentos felizes vividos naquela cidade. Momentos vividos ao lado deste amigo e também momentos que nada tinham a ver com ele.
Acredito que entendi o que ouvi uma vez numa pregação do Pe. Fábio de Melo onde o mesmo dizia que o tempo do Kairós é um tempo que embora já tenha acabado permanece vivo e presente dentro de nós e que é vivido novamente a cada vez que o relembramos, simplesmente porque foi tão grande e intenso que não coube dentro do tempo cronológico.
Do fundo do meu coração, espero que já tenham tido experiências deste tipo e se por acaso ainda não tiveram, que venham a ter e sejam tão felizes quanto foi a minha.
Tenham todos uma ótima semana cheia de paz e felicidade e de muito Kairós e que a quaresma nos ensine e nos prepare a viver bem a páscoa.
A Paz de Cristo a todos.
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