13 abril 2010

Emaús

Lendo o Texto-base do XVI Congresso Eucarístico Nacional, encontrei no capítulo III um trecho falando sobre os discípulos de Emaús e uma coisa me chamou atenção.
Nem sei se esta percepção que tive está teologicamente correta, mas foi a lição que tirei desta vez que lí tal passagem.
Tentado me colocar no lugar daqueles dois fiquei imaginando o quanto estavam eles desiludidos. Homens que sempre tinham visto Deus libertá-los dos opressores, pensavam que era Jesus quem os libertaria dos romanos, mas não conseguiam perceber, que ele os tinha libertado de um opressor muito maior. A morte.
No entanto, o que me chamou a atenção foi a atitude daqueles homens. Eles nem sequer imaginavam que aquele homem que caminhava com eles era o mesmo Jesus que esteve com eles tanto tempo, mas mesmo assim, o convidaram a ficar em casa com eles.
Quantos homens na história da salvação não acolheram santos, santas e anjos em suas casas mesmo sem imaginar que recebiam um mensageiro de Deus em suas casas.
E quantas vezes também nós cristãos não deixamos de acolher anjos em nossas casas para trabalhar, estudar ou até mesmo para irmos à missa. Mas o que me chamou mesmo a atenção e que mesmo sem perceberem que aquele homem era Jesus, eles o chamaram para que ele passasse a noite com eles e esta atitude fez com que eles reconhecessem a Jesus quando este em suas casas repartiu o pão.
Isso me leva a pensar também o quanto os corações desses homens já havia sido transformado por Jesus. Penso assim, pois, geralmente, nos momento de decepção não conseguimos ver nada além de nós mesmos, e este convite mostra que seus corações, embora tristes, estavam já em processo de transformação pelas palavras e pelo amor de Jesus.
Espero algum dia ter um coração tão transformado como o desses discípulos e saber mesmo nos momentos mais difíceis e decepcionantes da vida acolher a Deus na figura do irmão, como ele mesmo disse:
-Toda vez que o fizestes a um destes meus pequeninos, foi a mim que o fizestes (Mt. 35,40)


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