Procedamos honestamente, como em pleno dia; nada de glutonerias e bebedeiras, nem de orgias sexuais e imoralidades, nem de brigas e rivalidades. Rm 13,13
Ele há de julgar as nações e arguir numerosos povos; estes transformarão suas espadas em arados e suas lanças em foices; não pegarão em armas uns contra os outros e não mais travarão combate. Is 2,4
As duas passagens acima, são tiradas da liturgia deste domingo e têm muito a ver com a nossa vida cristã, principalmente dentro das igrejas. Sei que é sempre difícil falarmos sobre isso e mais ainda sermos compreendidos quanto falamos sobre este tipo de assunto, principalmente, porque muitos pensam que aqueles que fazem parte das igrejas já estão salvos e também porque é difícil pra quem está buscando fazer as coisas certas, ouvir que mesmo com todo o seu esforço, ainda não está conseguindo. No entanto, não podemos ficar calados quando vemos algo errado. A exortação pacífica e amorosa é missão dada por Deus a todos nós cristãos.
Muito me preocupa, ver que os fieis dos dias de hoje, têm a péssima mania de não levar em conta os ensinamentos contidos nestas passagens. Poderia me ater a muitas coisas nesta passagem, mas uma em especial me chama bastante atenção e é justamente o ponto de intersecção entre elas.
Hoje em dia, é muito triste ver como dentro das igrejas, nos comportamos como maus empregados em uma empresa, onde só interessa subir de cargo, ou defender o cargo que se tem. É deprimente ver como os fieis, disputam por uma posição com as demais (novas de caminhada ou tão antigas quanto elas). O que me deixa mais abismado, é que por mais indesejada que seja uma disputa limpa, nem isso fazem. Ao contrário, as pessoas disputam da forma mais covarde possível, denegrindo a imagem dos irmãos perante os outros irmãos; Usando palavras duras e desanimadoras, mascaradas de exortações. Como pode ser, que alguém diga ao seu irmão que este deveria desistir da caminhada e ainda chamar a isso de exortação?
Nenhuma das vezes que Cristo exortou os seus, foi com tais palavras. Muitos dirão da vez que ele disse a Pedro: "afasta-te de mim satanás", mas Cristo estava fazendo com que Pedro deixasse de ter pensamentos mundanos, tanto é verdade, que Pedro não deixou de seguir a Cristo, ao contrário, continuou seguindo-o e crescendo em sua fé.
Todos somos sim, humanos, falhos, fracos, e muitas vezes, cedemos às tentações que nem sequer percebemos serem tentações. Mas são nesses momentos, que Deus nos mostra uma lição muito importante, que é justamente o que O diferenciava de tantos outros pregadores que existiam no Seu tempo: A palavra de autoridade e de poder. Falar aquilo que se vive e viver aquilo que se fala.
Uma frase que deveria sempre fazer parte de nossas vidas, está na música do Pe Fábio de Melo: No compasso de Deus "...E descubra se o que crês já transformou o que tu és...". Deveríamos refletir sempre sobre isso em nossas vidas e não só a respeito deste tema que nos trouxe a liturgia de hoje, mas a respeito de toda a nossa vida.
Espero realmente que possamos vencer nossas fraquezas e que possamos, assim como nos exortam as leituras de hoje, nos prepararmos para a vinda do Senhor. Sem rivalidades, sem dividir o Seu Reino e sem dividirmos a Sua Igreja.
Usemos nossas espadas e nossas lanças para ararmos e prepararmos a terra para a Semente de Cristo.
A Paz de Cristo a todos e que Deus continue sempre nos abençoando e nos dando a sua Paz e o Seu Amor.
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