07 setembro 2010

Humildade

Boa noite irmãos. A Paz de Cristo a todos!



Achei muito interessante o evangelho de domingo passado, que entre outras coisas, falava de humildade.

Sempre ouvi falar muito de humildade, principalmente quando alguém pretendia se referir à alguém com poucas posses. E a frase quase sempre era a seguinte, fulano é uma pessoa muito humilde. No entanto, este domingo o evangelho me despertou a curiosidade do verdadeiro significado desta palavra.

Me chamou atenção que quando da passagem do evangelho, Jesus não falava àqueles que até então eu tinha como humildes. Ele falava com pessoas que tinha capacidade financeira de dar festas, ou seja, eram pessoas de posses. Qual o sentido então de falar de humildade neste âmbito? Se ser humilde é não ter posses, qual o sentido de Jesus falar sobre humildade com aqueles que têm posse?

Então eu fui pesquisar e perguntar ao nosso velho amigo pai dos burros "dicionário" o que significava realmente esta palavra e qual não foi minha surpresa, descobri que a mesma tem o seguinte significado:

Que tem ou aparenta humildade, que se diminui voluntariamente: uma criatura humilde.

Partindo desta definição fica bem mais fácil entender o que o evangelista apresenta ao relatar a parábola contada por Jesus. Ele, o único que podia se exaltar, se engrandecer, se humilhou, tornou-se pequeno ao fazer-se homem sendo Deus e menor ainda se fez ao assumir sobre si, todas as dores e castigos pelos quais a humanidade deveria passar.

Como diz a definição do dicionário e também o apostolo Paulo, se fez obediente e obediente até a morte e morte numa cruz.

Mas como toda lição aprendida na verdade traz mais dúvidas do que certezas, esta não poderia ser diferente.

Se Jesus, o maior de todos, aquele a quem cabia toda a gloria, se humilhou e aceitou a vontade do Pai para sua vida, aceitando se tornar homem e dessa forma fazer com que o Deus todo poderoso conhecesse a limitação de ser homem, por que nós sempre queremos somente nos exaltarmos?

Não é preciso ir longe para perceber isso.

Na escola, o professor ensina o aluno que este deve se esforçar para ser o melhor e mostra que se ele não for bom o suficiente o mercado não o quer.

No trabalho, um puxa o tapete do outro para conseguir aquela promoção.

Em casa, primeira comunidade cristã, os pais ensinam os filhos a serem competitivos para poder vencer na vida. E quando o filho não consegue ser tão bom quanto os pais esperam, ao invés de uma palavra de conforto, o que eles recebem são comparação do tipo, seu irmão que é muito menor do que você é melhor do que você, ou então, tá vendo o filho do vizinho... Ele sim dá orgulho prós pais, num é igual você que faz tudo errado.

Até quando nosso mundo vai viver buscando o contrário daquilo que Cristo nos ensinou?

E se o mundo for realmente seguir assim sempre, até quando será possível sobreviver neste mundo onde a única coisa que importa é ser o melhor e uma falha ou um fracasso é visto como algo digno de punição?

Espero que saibamos responder estas perguntas antes que seja tarde demais e que ao respondê-las, possamos encontrar uma resposta que mais do que resolver o problema de forma técnica, nos faça felizes.


Um grande abraço a todos e uma maravilhosa semana.


Que Deus nos cubra com Sua paz e nos dê a Sua sabedoria
 
 
 
 

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