A Paz de Cristo meu amigos!
Um texto que li em um blog de um amigo me chamou atenção, principalmente pelo título.
Sei que este é um blog cristão e que o mesmo se propõe a falar de lições aprendidas, mas o Cristão precisa ter um papel de transformação da sociedade e principalmente, precisa obter lições que o levem a Deus mesmo das coisas mais simples e triviais do dia-a-dia.
O título do texto deste blog era "São as perguntas que movem o mundo" (http://mostrandoaoventocomosevoa.blogspot.com/2010/06/sao-as-perguntas-que-movem-o-mundo.html) e esta é uma grande verdade. O que possibilitou os grandes inventos e as grandes descobertas sempre foram as perguntas, sempre foi o comportamento de busca e o reconhecimento de que não somos "donos da verdade", no entanto, é engraçado, pra não dizer deprimente, ver no que temos nos tornado. Continuamos buscando respostas, mas, não estamos mais dispostos a fazer as perguntas que devem ser respondidas. E talvés a culpa disso seja nossa mesmo, justamente daqueles que necessitam das perguntas que devem mover o mundo.
Sei que parece estranho o que estou dizendo e mesmo deve parecer sem sentido onde quero chegar com isso, mas a nossa sociedade não dá valor a quem faz a perguntas que movem o mundo e sim a quem as responde. Com isso, cada vez mais incentivamos as pessoas a responder as perguntas, mesmo que não saibam se aquela é a resposta certa. E porque? Somente para serem vistas como as pessoas que responderam a uma perguntar, ou seja, simplesmente para serem lembradas.
Você deve estar pensando que esta é uma discussão filosófica a respeito de quem deveria receber o mérito ou os louros das soluções encontradas pela humanidade, se o perguntador ou o respondedor, mas na verdade não foi essa a lição aprendida e é neste ponto que quero fazer uma guinada para poder chegar à lição aprendida ao ver este título e que foi o motivo deste texto que estou postando.
O que me chamou a atenção de verdade é que, não costumamos ter atitudes em prol da humanidade, ou em prol do bem comum.
Quando respondemos uma pergunta a fazemos para sermos conhecidos e mais do que isso, reconhecidos, de forma que tenhamos também, algum retorno, se possível financeiro para este reconhecimento.
Aí muitos de nós vamos dizer (eu também pensei assim), então eu sou sim alguém preocupado com o bem comum, porque estou sempre a perguntar uma série de coisas que quando respondidas representarão um grande avanço para todos. Que bom que conseguimos ser assim, mas...
Realmente fazemos estas perguntas com o ímpeto de permitir que a humanidade cresça, ou seja, já que eu não sou capaz de responder a isto, vou esperar que outros respondam e assim o crescimento se mantenha, ou fazemos as perguntas somente porque são difíceis, ou ao nosso ver impossíveis de serem respondidas e sendo assim, estamos mais uma vez fazendo-as somente para sermos reconhecidos?
Gostaria que você percebesse que a pergunta aqui não se trata de fazermos questionamentos que nós mesmos responderíamos, porque se for assim, mais vale que nós mesmos os respondamos, mas o que estou levantando aqui é... Será que nossos questionamentos - quando existem - são feitos com o intuito de buscar ajuda e assim elevar a humanidade ou questionamos simplesmente porque acreditamos que com isso iremos também conseguir um status?
Muitas vezes vejo estes problemas de fazer as coisas em busca de reconhecimento, mesmo dentro de lugares onde primordialmente deveria haver a colaboração e a colaboração em busca de um ideal maior.
As comunidades cristãs são alguns destes lugares? Sim com certeza, mas não são somente elas.
Nossas famílias, nossos locais de trabalho, nossas salas de aula, nossas rodas de amigos, entre tantos outros locais, são focos para estes problemas. Ambientes que são essencialmente colaborativos, se tornaram ambientes competitivos, onde eu só ajudo alguém se for receber algo em troca disto.
Não sou avesso ao reconhecimento nem acredito em um ambiente onde um não reconhece o trabalho do outro. No entanto, como podemos colaborar com a coletividade se estamos focados unicamente em nossos próprios egos?
Como enxergar a totalidade do mundo, se achamos que o mundo é a visão que temos da nossa pequena janela?
As eleições estão chegando e uma última pergunta que fica no ar para todos nós:
Votaremos pensando no bem de todos ou pensando no que nos interessa? Vou votar pensando no bem de todos ou em alguma promessa que foi feita a mim ou a minha família em troca do meu voto?
Tenhamos todos um ótimo resto de semana e um ótimo fim de semana
Que Deus nos abençoe e nos ensine a sua vontade.
Quanto mais penso e estudo mais aprendo.
Quanto mais aprendo mais vejo que menos sei.
A Paz de Cristo a todos e um grande abraço.
09 setembro 2010
07 setembro 2010
Humildade
Boa noite irmãos. A Paz de Cristo a todos!
Achei muito interessante o evangelho de domingo passado, que entre outras coisas, falava de humildade.
Sempre ouvi falar muito de humildade, principalmente quando alguém pretendia se referir à alguém com poucas posses. E a frase quase sempre era a seguinte, fulano é uma pessoa muito humilde. No entanto, este domingo o evangelho me despertou a curiosidade do verdadeiro significado desta palavra.
Me chamou atenção que quando da passagem do evangelho, Jesus não falava àqueles que até então eu tinha como humildes. Ele falava com pessoas que tinha capacidade financeira de dar festas, ou seja, eram pessoas de posses. Qual o sentido então de falar de humildade neste âmbito? Se ser humilde é não ter posses, qual o sentido de Jesus falar sobre humildade com aqueles que têm posse?
Então eu fui pesquisar e perguntar ao nosso velho amigo pai dos burros "dicionário" o que significava realmente esta palavra e qual não foi minha surpresa, descobri que a mesma tem o seguinte significado:
Que tem ou aparenta humildade, que se diminui voluntariamente: uma criatura humilde.
Partindo desta definição fica bem mais fácil entender o que o evangelista apresenta ao relatar a parábola contada por Jesus. Ele, o único que podia se exaltar, se engrandecer, se humilhou, tornou-se pequeno ao fazer-se homem sendo Deus e menor ainda se fez ao assumir sobre si, todas as dores e castigos pelos quais a humanidade deveria passar.
Como diz a definição do dicionário e também o apostolo Paulo, se fez obediente e obediente até a morte e morte numa cruz.
Mas como toda lição aprendida na verdade traz mais dúvidas do que certezas, esta não poderia ser diferente.
Se Jesus, o maior de todos, aquele a quem cabia toda a gloria, se humilhou e aceitou a vontade do Pai para sua vida, aceitando se tornar homem e dessa forma fazer com que o Deus todo poderoso conhecesse a limitação de ser homem, por que nós sempre queremos somente nos exaltarmos?
Não é preciso ir longe para perceber isso.
Na escola, o professor ensina o aluno que este deve se esforçar para ser o melhor e mostra que se ele não for bom o suficiente o mercado não o quer.
No trabalho, um puxa o tapete do outro para conseguir aquela promoção.
Em casa, primeira comunidade cristã, os pais ensinam os filhos a serem competitivos para poder vencer na vida. E quando o filho não consegue ser tão bom quanto os pais esperam, ao invés de uma palavra de conforto, o que eles recebem são comparação do tipo, seu irmão que é muito menor do que você é melhor do que você, ou então, tá vendo o filho do vizinho... Ele sim dá orgulho prós pais, num é igual você que faz tudo errado.
Até quando nosso mundo vai viver buscando o contrário daquilo que Cristo nos ensinou?
E se o mundo for realmente seguir assim sempre, até quando será possível sobreviver neste mundo onde a única coisa que importa é ser o melhor e uma falha ou um fracasso é visto como algo digno de punição?
Espero que saibamos responder estas perguntas antes que seja tarde demais e que ao respondê-las, possamos encontrar uma resposta que mais do que resolver o problema de forma técnica, nos faça felizes.
Um grande abraço a todos e uma maravilhosa semana.
Que Deus nos cubra com Sua paz e nos dê a Sua sabedoria
Achei muito interessante o evangelho de domingo passado, que entre outras coisas, falava de humildade.
Sempre ouvi falar muito de humildade, principalmente quando alguém pretendia se referir à alguém com poucas posses. E a frase quase sempre era a seguinte, fulano é uma pessoa muito humilde. No entanto, este domingo o evangelho me despertou a curiosidade do verdadeiro significado desta palavra.
Me chamou atenção que quando da passagem do evangelho, Jesus não falava àqueles que até então eu tinha como humildes. Ele falava com pessoas que tinha capacidade financeira de dar festas, ou seja, eram pessoas de posses. Qual o sentido então de falar de humildade neste âmbito? Se ser humilde é não ter posses, qual o sentido de Jesus falar sobre humildade com aqueles que têm posse?
Então eu fui pesquisar e perguntar ao nosso velho amigo pai dos burros "dicionário" o que significava realmente esta palavra e qual não foi minha surpresa, descobri que a mesma tem o seguinte significado:
Que tem ou aparenta humildade, que se diminui voluntariamente: uma criatura humilde.
Partindo desta definição fica bem mais fácil entender o que o evangelista apresenta ao relatar a parábola contada por Jesus. Ele, o único que podia se exaltar, se engrandecer, se humilhou, tornou-se pequeno ao fazer-se homem sendo Deus e menor ainda se fez ao assumir sobre si, todas as dores e castigos pelos quais a humanidade deveria passar.
Como diz a definição do dicionário e também o apostolo Paulo, se fez obediente e obediente até a morte e morte numa cruz.
Mas como toda lição aprendida na verdade traz mais dúvidas do que certezas, esta não poderia ser diferente.
Se Jesus, o maior de todos, aquele a quem cabia toda a gloria, se humilhou e aceitou a vontade do Pai para sua vida, aceitando se tornar homem e dessa forma fazer com que o Deus todo poderoso conhecesse a limitação de ser homem, por que nós sempre queremos somente nos exaltarmos?
Não é preciso ir longe para perceber isso.
Na escola, o professor ensina o aluno que este deve se esforçar para ser o melhor e mostra que se ele não for bom o suficiente o mercado não o quer.
No trabalho, um puxa o tapete do outro para conseguir aquela promoção.
Em casa, primeira comunidade cristã, os pais ensinam os filhos a serem competitivos para poder vencer na vida. E quando o filho não consegue ser tão bom quanto os pais esperam, ao invés de uma palavra de conforto, o que eles recebem são comparação do tipo, seu irmão que é muito menor do que você é melhor do que você, ou então, tá vendo o filho do vizinho... Ele sim dá orgulho prós pais, num é igual você que faz tudo errado.
Até quando nosso mundo vai viver buscando o contrário daquilo que Cristo nos ensinou?
E se o mundo for realmente seguir assim sempre, até quando será possível sobreviver neste mundo onde a única coisa que importa é ser o melhor e uma falha ou um fracasso é visto como algo digno de punição?
Espero que saibamos responder estas perguntas antes que seja tarde demais e que ao respondê-las, possamos encontrar uma resposta que mais do que resolver o problema de forma técnica, nos faça felizes.
Um grande abraço a todos e uma maravilhosa semana.
Que Deus nos cubra com Sua paz e nos dê a Sua sabedoria
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