26 junho 2010

A mesma lição, o mesmo professor, outra sala de aula

A Paz de Jesus meus irmãos.



Um velho amigo, um dia desses, comparava a fé ao futebol, e em época de copa, nada melhor do que a nossa seleção pra ser usada como exemplo. Pois bem, este meu amigo dizia que a fé precisa ser cultivada e que na vida, assim como no futebol, para alcançar os objetivos, é preciso treinar, se dedicar. Como dizia ele, tomar a sua cruz a cada dia e seguir.

Foi uma lição muito valiosa, mas no último jogo de nossa seleção pelas eliminatórias da copa deste ano, jogo este que empatamos, outras lições que podem se aplicar à vida da fé foram aprendidas por mim e gostaria de partilhá-las aqui com vocês.

É incrível como Deus está disposto a nos ensinar uma coisa nova a cada segundo, basta estar disposto a ouvir (nem sempre no sentido literal da palavra).

Esta lição mesmo, eu a recebi durante o já citado jogo. Assim como em muitas outras empresas, na empresa onde trabalho, assistimos o jogo todos juntos em um canto do andar que trabalhamos e como o jogo estava tenso, muitos comentários foram se tecendo, mas no meio de tudo aquilo começou a me chamar a atenção, como aquela seleção era parecida com tantas outras coisas que vivemos, entre elas a nossa vida em comunidade.

Começou a me chamar atenção, como aqueles homens que estava na arena (campo), sentiam falta de um de seus companheiros e das coisas que este costumava fazer, da mesma forma como nós tantas vezes sentimos falta de pessoas que por tanto tempo estiveram conosco e que sempre quando pensávamos em quem poderia nos ajudar em algo, sua imagem saltava em nossas mentes como um filme. No entanto, hoje, por algum motivo, temporário ou permanente, não estão conosco quando mais precisamos delas.

Outra coisa que me chamou muito a atenção também é como nestes momentos, sempre surge alguém, que tenta, da melhor forma que consegue, fazer o papel daquele que está ausente. E o mais intrigante, é que nem sempre, ou melhor, quase nunca, este alguém que busca resolver o problema com as forças que por vezes nem tem, é o melhor, o mais preparado, ou o indicado para desempenhar aquela função.

Alguns outros, vendo que já não têm mais forças, já não aguentam mais e pedem pra sair (como diria o capitão Nascimento), mas enquanto estão dentro lutam com o que ainda tem, com o que ainda lhes resta, quase que pedindo, embora mudos, que pelo amor de Deus alguém lhes ajude a continuar. E nesta situação lembro bem de pessoas, que tendo a sua fé (por vezes ainda pequena) espezinhadas, lutaram pra não serem esmagadas pelo rolo compressor do fazer que tantas vezes ameaçavam lhes engolir. Infelizmente muitos não suportaram e caíram. Peço a Deus todos os dias que sejam restaurados e tenha sua força reestabelecida.

Os jogadores que nem sequer "pegaram" na bola, também me fizeram pensar que na vida da comunidade, temos muitos que por vezes são julgados inferiores ou menos importantes, simplesmente porque não têm tanto destaque quanto outros. E muitas vezes até nos esquecemos que eles estão ali, mas o que seria de uma banda sem seus holding, ou como nos sentiríamos se chegássemos à comunidade e as luzes estivessem apagadas, o chão sujo, os bancos quebrados, o altar desarrumado...Será que já pensamos nisso?

Sei que vou ser criticado por esta comparação que farei agora, mas foi esta a imagem que veio a mim, então é ela que vou usar. Desculpem-me. Mas, o técnico desesperado, gritando, fazendo gestos, indo para frente e para trás, nesta comparação é semelhante ao nosso Deus, que fica buscando de todas as formas nos mostrar o que fazer, por onde ir, como chegar, mas que por ter nos dado o direito de escolher e decidir, não pode interferir na vida humana, assim como um técnico, que não pode entrar em campo para jogar com o seu time.

Já os milhões de torcedores que riem, choram, gritam gol mesmo sem ser (eu gritei), podem ser comparados aos anjos, os quais não vemos, não sabemos seus nomes, quase sempre não lembramos que estão ao nosso lado, mas, que mesmo assim, nunca deixam de, segundo a ordem de Deus, nos guardar e livrar do mal.

Muitas outras comparações poderiam ser feitas de forma que creio serem muito ricas, mas seriam delongas demasiadas em torno de um assunto já quase esgotado. Quase, porque tem ainda uma última comparação que me parece importante ser feita. Ao ver o goleiro da seleção, mesmo machucado, com uma tala, ou sabe Deus (e os médicos) o que era aquilo, ainda assim não tinha medo de ir defender o seu gol, muitas vezes até de forma muito arriscada. Esse empenho, essa certeza, essa decisão deveria estar em nossos corações cristãos, a cada vez que temos a oportunidade de SERMOS CRISTÃOS. É com esse afinco e esse amor, que nós deveríamos defender nosso Cristo e nossa fé. Não de forma violenta ou ofensiva, mas sim fazendo o que Cristo pediu e mais do isso, ensinou a fazer, fazendo. AMANDO.


Fiquem todos na Paz de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.


Lembremo-nos que amar é arriscado e perigoso e que exige uma decisão plena.


Amemo-nos uns aos outros assim como ele nos amou.

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